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Reforma Tributária: os erros silenciosos da transição que já estão drenando o caixa das empresas (e como evitá-los)

Fernando Porto
6 horas atrás

A Reforma Tributária ainda está em fase de transição, mas seus impactos já são reais — especialmente no caixa das micro e pequenas empresas. Diferente de reformas anteriores, o novo modelo de tributação sobre o consumo não se limita a ajustes de alíquotas ou mudanças na legislação. Ele exige transformações profundas na forma como as empresas gerenciam dados, processos e decisões estratégicas.

A convivência entre o sistema atual e o novo — que inclui tributos como o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo — tem criado um terreno fértil para erros operacionais que passam despercebidos no dia a dia, mas corroem margens, comprometem a competitividade e fragilizam a saúde financeira dos negócios.

A seguir, detalhamos os principais erros que já estão custando caro durante a transição da Reforma Tributária — e o que empresas e contadores precisam fazer agora para evitá-los.



1️⃣ Precificar com base no modelo antigo de ICMS e ISS

Um dos erros mais comuns é manter a precificação baseada em lógicas antigas, muitas vezes sem critérios técnicos claros. Com a chegada do IBS e da CBS, a carga tributária deixa de seguir exclusivamente a lógica da origem e passa a considerar fatores como:

  • Tipo de produto ou serviço
  • Local de consumo
  • Canal de venda
  • Perfil do cliente

A chamada “neutralidade fiscal” da Reforma é sistêmica, não individual. Na prática, isso significa que algumas empresas pagarão mais tributos, enquanto outras pagarão menos — e só saberá quem tem dados confiáveis e visão integrada de custos, tributos e margens.

Erro comum: manter preços defasados, assumir margens negativas sem perceber e perder competitividade.

2️⃣ Confundir gestão financeira com gestão fiscal

Embora caminhem juntas, gestão financeira e gestão fiscal não são a mesma coisa. Durante a transição da Reforma, confundir esses conceitos pode gerar decisões extremamente prejudiciais.

  • A gestão financeira cuida de fluxo de caixa, rentabilidade, capital de giro e planejamento.
  • A gestão fiscal garante conformidade legal, apuração correta e recolhimento de tributos.

Com dois sistemas tributários coexistindo, ajustes de crédito e possíveis aumentos de recolhimento no curto prazo, empresas que não têm essa separação clara acabam tomando decisões baseadas apenas no imposto pago — e não no impacto real no caixa.

Resultado: falta de previsibilidade financeira e decisões reativas, sempre “apagando incêndios”.

3️⃣ Ignorar a tributação no destino das vendas

A Reforma Tributária muda um dos pilares do sistema: a tributação deixa de ser na origem e passa a ser no destino. Isso afeta diretamente empresas que vendem para outros estados ou prestam serviços fora de sua localidade.

Agora, o custo tributário depende de:

  • Quem é o cliente
  • Onde ele está
  • Como a venda ou prestação de serviço ocorre

Sem controle por cliente, região, canal e tipo de operação, muitas empresas perdem totalmente a visibilidade dos custos reais de cada venda.

Consequência: decisões comerciais equivocadas, contratos mal precificados e queda de rentabilidade.


4️⃣ Não controlar corretamente os créditos na não cumulatividade plena

A não cumulatividade plena é um dos grandes avanços prometidos pela Reforma Tributária. No entanto, ela só beneficia quem tem controle de dados.

Muitas empresas:

  • Não sabem exatamente o que gera crédito tributário
  • Não organizam corretamente notas fiscais de entrada
  • Classificam compras de forma inadequada

Sem esse controle, os créditos deixam de ser aproveitados, fazendo com que a empresa pague mais imposto do que deveria — anulando qualquer benefício do novo modelo.

Aqui, o problema não é a lei, mas a gestão.

5️⃣ Tratar o estoque apenas como um problema logístico

Na nova lógica tributária, estoque é um fator financeiro e fiscal estratégico. Classificação incorreta, custos errados ou falta de controle impactam diretamente:

  • O preço final
  • A margem de lucro
  • O crédito tributário
  • O cálculo do IBS e do Imposto Seletivo

Planilhas isoladas e controles manuais dificilmente dão conta dessa complexidade.

Empresas sem controle de estoque correm o risco de pagar impostos desnecessários e perder margem sem perceber.

6️⃣ Prestadores de serviços não revisarem contratos e modelos de cobrança

O fim do ISS não significa o fim da tributação sobre serviços — significa sua reformulação dentro do IBS. Prestadores de serviços que não revisarem contratos, cláusulas de reajuste e modelos de cobrança durante a transição podem enfrentar prejuízos silenciosos.

Será necessário decidir estrategicamente:

  • O que pode ser absorvido pela empresa
  • O que precisa ser repassado ao cliente
  • Como manter competitividade sem comprometer a margem

Isso exige simulações, cenários e visão integrada do negócio — algo impossível sem uma gestão estruturada.

A Reforma Tributária não é só fiscal. É uma mudança de mentalidade.

Mais do que aprender novas regras, a Reforma Tributária exige uma nova postura de gestão. O sucesso na transição dependerá menos de cálculos isolados e mais de:

  • Qualidade dos dados
  • Integração entre financeiro, fiscal e operação
  • Acompanhamento contínuo do negócio
  • Tomada de decisão baseada em informação, não em achismo

Para micro e pequenas empresas, antecipar ajustes agora pode ser a diferença entre perder margem ou ganhar eficiência nos próximos anos.

Como a DNA Financeiro ajuda empresas a atravessar a Reforma Tributária com segurança

A DNA Financeiro nasceu justamente para resolver o que a Reforma Tributária escancarou: a falta de integração entre gestão, dados e estratégia.

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  • Apoio estratégico na precificação, contratos e tomada de decisão
  • Dados confiáveis para simulações e planejamento tributário
  • Tecnologia aliada à inteligência humana, não apenas apuração de impostos

A Reforma Tributária não precisa ser um risco. Ela pode ser uma oportunidade de organizar, profissionalizar e fortalecer seu negócio.

Fale com a DNA Financeiro e descubra como atravessar essa transição com previsibilidade, segurança e estratégia.

Fernando Porto
Categorias: Gestão Empresarial, Gestão Financeira
Tags: contabilidade, Empreendedorismo, Gestão

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